Food noise e compulsão alimentar são a mesma coisa?

Muitas pessoas confundem, mas não.
O Food noise é basicamente pensar em comida ou em comportamentos que envolvem comida o dia todo. Existir um espaço enorme desse tipo conteúdo reproduzindo na mente.
(muitas vezes mais preocupação com a comida do que com o trabalho, estudo, etc)
Pode chegar a atrapalhar o rendimento da pessoa.
Ter pensamentos frequentes sobre comida não significa automaticamente que a pessoa tenha compulsão alimentar.
A pessoa pode pensar sim nisso, mas não partir para ação.
Na compulsão alimentar existem alguns critérios para diagnóstico:
1. Comer, em um período delimitado (por exemplo, até cerca de 2 horas), uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas comeria em circunstâncias semelhantes.
2. Sensação de falta de controle durante o episódio, como sentir que não consegue parar de comer ou controlar o que ou quanto está comendo.
Além disso, durante esses episódios, devem estar presentes 3 ou mais dos seguintes:
comer muito mais rapidamente do que o habitual;
comer até sentir-se desconfortavelmente cheio;
comer grandes quantidades sem estar fisicamente com fome;
comer sozinho por vergonha ou constrangimento da quantidade ingerida;
sentir-se desgostoso consigo mesmo, deprimido ou muito culpado depois.
Frequência e duração
Os episódios precisam ocorrer, em média, pelo menos 1 vez por semana durante 3 meses.
E existe outro critério fundamental:
A compulsão causa sofrimento marcante à pessoa.
Ou seja, não basta haver episódios de comer em excesso. É necessário que exista sofrimento clinicamente significativo relacionado a eles.
Ou seja:
O food noise pode existir sem que haja episódios de compulsão.
Por outro lado, quando esses pensamentos são muito frequentes e vêm acompanhados de perda de controle, sofrimento, culpa ou episódios recorrentes de comer em excesso, vale investigar o comportamento alimentar de maneira mais ampla.
Sou Bianca Costa, nutricionista comportamental em Aracaju, e ajudo mulheres e homens a reconstruírem sua relação com a comida através de estratégias baseadas em ciência e acolhimento.
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