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Porque eu como sem fome? Entenda a Compulsão Alimentar e como agir

  • biacostanutri
  • 1 de jun.
  • 2 min de leitura

Você se percebe frequentemente pegando qualquer comida e enfiando na boca, comendo rápido sem nem ao menos mastigar? Andando pela casa, em frente a tv ou rolando a tela do celular? Com o sentimento que precisa de comida e não para de comer até a comida acabar ou até você se sentir extremamente estufado? E ai você se sente mal, vem a culpa, o sentimento de fracasso, e o pensamento "perdi o controle mais uma vez, sou incapaz de me dominar". Amanhã você promete recomeçar, mas esse ciclo se repete dia após dia...

Muitas pessoas acreditam que não tem "autocontrole", mas na realidade esses episódios podem ser causado por vários fatores.


O fator número 1 para esse tipo de comportamento é a restrição.

Restrição física: passar o dia restringindo, passando fome, evitando certos alimentos ou grupos alimentares, jejum, ou baixa ingestão de nutrientes.

Restrição cognitiva: Mesmo que não viva na prática a restrição física, repete mentalmente crenças que "certos alimentos engordam", "que precisa fechar a boca para emagrecer", criando uma proibição mental, aumentando o desejo sobre esses alimentos e perda de controle. Afinal "O proibido é mais gostoso".


A pessoa também pode ter uma boa base alimentar, sem restrição e sem pensamentos, e ainda assim ter compulsão alimentar pela influência das emoções.

Quando estamos sob estresse, ansiedade, tristeza, ou sobrecarga emocional, o cérebro procura formas rápidas de gerar conforto e a comida é uma válvula de escape extremamente eficiente. Por ser rápida, por possuirmos fácil acesso, por ser socialmente aceita, e por nos proporcionar um intenso prazer.


O erro que normalmente costumamos ter: " vou fazer dieta e tentar me policiar".

Como se esse tipo de comportamento girasse em torno de restrição e autocontrole.

Pelo contrário. Esse tipo de abordagem pode piorar ainda mais o seu comportamento.


Outro mito: Nem todo mundo que tem compulsão alimentar tem obesidade. E nem todo mundo que tem obesidade tem compulsão. Esse transtorno não tem característica em forma física, e pode atingir qualquer público, desde crianças, adolescentes, adultos e idosos.


Como agir?

Nutrir bem o seu organismo, equilibrar bem as refeições, evitar longos periodos em jejum, terapia para aprender a lidar com as emoções... E se perguntar: Eu estou com fome mesmo? Ou estou tentando engolir algo?


Na nutrição comportamental o foco não é apenas o que você come.

O foco é entender por que você come.

Quando identificamos os gatilhos, pensamentos e emoções envolvidos, conseguimos construir estratégias que envolver psicologia e nutrição tornando o acompanhamento mais sustentável e efetivo.

Se você se reconheceu neste texto, saiba que existe tratamento.

E você não precisa enfrentar isso sozinha.


Sou Bianca Costa, nutricionista comportamental em Aracaju, e ajudo mulheres e homens a reconstruírem sua relação com a comida através de estratégias baseadas em ciência e acolhimento.


Para agendar sua consulta presencial ou online, clique aqui e fale comigo pelo WhatsApp.

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